01 Maio 2010

Tava aqui pela net, fazendo aquelas consultas médicas que só o Dr. Google nos proporciona, e fui cruzando informações do meu histórico para, quem sabe junto com o doutor, chegássemos a um diagnóstico. Levantamos algumas teorias que no fim acabaram na gaveta, lá embaixo da pilha de papéis, porque o problema de saúde que hoje pela manhã pareceu ser a pior coisa desde o descobrimento do Brasil ficou ridículo. Nem parecia que hoje ao meio-dia de um sábado/feriado eu havia tirado minha doutora da mesa de almoço que tirou a dermatologista da mesa de almoço pra que resolvessem que MEUS CABELOS CAEM AOS TUFOS!

E o enorme melodrama logo se desfez: eu e as duas doutoras chegamos a conclusão que não ficarei careca até segunda-feira, eu me acalmei.

Me acalmei e vim pro Google pesquisar se havia relação entre as medicações que tomo e os cabelos que se jogam em turma da minha cabeça. Depois de encontrar várias páginas médicas, de laboratórios, fóruns e afins, achei um blog dum cara com TAB (transtorno afetivo bipolar) que fala claramente sobre a doença dele, medicações e como tudo vai se desenrolando. Fui pega de assalto pela transparência dele! Pela falta de importância que deve dar se o julgam mais ou menos. Pelo enorme Vão se cagá! que ele deve dizer mentalmente.
Invejei (um dedinho só), e criei coragem (aquela que botei de molho em fevereiro quando voltei à vida). Porque havia esquecido que há 2 meses atrás tive esse mesmo desejo: de contar essas coisas horrendas que acontecem quando a química do meu cérebro me leva ao céu e ao inferno sem me consultar, de contar que a pessoa que tá ali ainda sou eu mesmo que quem olhe não veja (e eu vejo nos olhos delas), de contar da parte de mim que me proporcionou os momentos mais bizarros da minha vida internada durante 2 semanas dum tórrido verão numa clinica psiquiatrica em Porto Alegre. De contar deste container de medicamentos que tomo para eu ser eu de verdade, e que na contrapartida me trazem uma lista de reações chatíssimas. E dessa dúvida constante E se eu não tomar o remédio hoje?...Só hoje

Mas eu já tomei a decisão errada do ano. Foi das boas! Posso esperar por 2011.

Sempre esperava o momento que estivesse mais tranquila pra falar no assunto. Nunca virá, então veio o post.

Na sequencia conto mais. Sentimentos (ela sente!) e curiosidades de um hospício.

8 acharam que...:

Nega disse...

Caraca!

Pra um blog de uma doidinha, você é bem legal hahaha

tinha que fazer essa piada.

beijos, boa semana!

AdriB. disse...

Brigada, minha mãe acha o mesmo!..rsrsrs

bjsss

Vica disse...

MIGAAAAAAA, saudadessssss!!! Tenho novis!!! Te liguei e tu não me atendeu! :P

AdriB. disse...

Me liga de novo, mujer!
Ou entra no msn de quando em vez!!

bjs

Carla Arend disse...

Hoje um grande amigo disse: "bah, ainda bem que teu cabelo voltou, ninguém te dizia, mas era horrível aquela época que tu ficava fazendo penteados desastrosos pra tentar camuflar a queda".

Ainda bem que era um amigo, né?
Boa sorte aí, eu achei um shampoo que é uma beleza!

:)

AdriB. disse...

Pois é, Carla, meus penteados tão começando a ficar estranhos. Espero ter amigos para dizerem a hora certa de eu parar.

brigada! ;D

Cecilia W. disse...

Adri, querida, tenho certeza que falar do assunto vai te fazer muito bem. Minha avó era bipolar. Não foi um grande impacto na minha vida, mas foi na da minha mãe, filha única que foi. Hoje ela é presidente dessa ONG, sobre saúde mental:
http://www.fenix.org.br/index.htm
Quando ela encontrou essa ONG, a vida dela mudou.
Se tiver alguma dúvida sobre o que é, fica a vontade para me mandar um e-mail.
Um beijo!

AdriB. disse...

Brigada pelo comentário, Cecília!!

Sinceramente eu não gostaria de impactar a vida de ninguém na minha família. Pelo menos não da forma que uma bipolaridade é capaz. Apesar que agora já é meio tarde.

Vou entrar no site da ONG. Valeu pela dica!!
Um grande beijo!